Iniciei os primeiros estudos da pesquisa do ator maestro em 2008, quando fiz uma residência artística no Instituto Capobianco, em São Paulo. Através de uma oficina aberta à comunidade do bairro do centro, experimentei os primeiros estudos práticos com atores e não-atores.

Nascia ali a ideia de uma sistemática para o processo de criação de um espetáculo solo, que veio crescendo e se aprofundando com estudo teórico e prático. Através de oficinas e workshops em coletivos teatrais, pude selecionar quais elementos eram mais instigantes à pesquisa. Com o Grupo XIX de Teatro, repensei o papel do espectador; com a Cia do Latão, um melhor entendimento do ator épico; com o Teatro da Vertigem, experimentei novos desenhos de espaço para representação; no Grupo Espanca!, pude desconstruir a escrita dramatúrgica e, estudando também o repertório da Armazém Cia de Teatro, explorei os signos e elementos da cena. Além disso, ainda vivenciei a técnica do Playback Theatre de improvisação durante quase dois anos.

Hoje, continuo buscando possíveis intercâmbios com outros artistas, professores e coletivos que me tirem da zona de conforto. O ator maestro é uma pesquisa aberta, constante, mutante e viva.

 

A expressão ator maestro define o ator como regente não apenas da cena, mas do acontecimento teatral, provocando e sendo provocado, pelos colaboradores (dramaturgo, figurinista, coreógrafo, músico, cenógrafo, iluminador), por si e pelo público.  A pesquisa e busca do ator maestro surge pela necessidade de levar ao palco problemáticas e inquietações deste ator frente à sociedade e ao tempo em que vive. Deseja também testar diferentes paradigmas na relação entre ator e plateia, bem como a manipulação e controle de todos os elementos da cena durante a execução do espetáculo teatral.

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Natural de Fortaleza/CE. Reside em São Paulo desde 2008. Diretor, ator e dramaturgo. Ao todo, já soma 35 espetáculos, tendo feito a direção e dramaturgia de vários deles. Já acumula 25 prêmios em teatro. Esteve em 2018 no CPT – Centro de Pesquisa Teatral, coordenado pelo diretor Antunes Filho.


Em 2001, ainda em Fortaleza, fundou e dirigiu por 10 anos o Grupo Cabauêba de Teatro, importante grupo da cena independente no início dos anos 2000. Nele assinou a direção e a dramaturgia dos espetáculos Mistério (2003), Linha Férrea (2004), Vento Verde (2005), As Meninas (2006) e dirigiu Sobre o Fim (2011). Fundou em 2008 o Núcleo O Ator Maestro no qual desenvolve a pesquisa homônima. Pelo núcleo criou os espetáculos Dias de Setembro (2009), Canções para não dizer (2012), Quem Matou Edvard Munch (2014) e O Jardim Suspenso ou A Lucidez do Amor Irracional (2019).


É criador da Magnolia Cultural, produtora de espetáculos e projetos independentes. Com ela, produziu e dirigiu os espetáculos O Trem das Onze (2013), Abra o bar e poupe-se do vexame, Cordélia! (2015), Tigrela (2017), Em Busca do Snark Invisível (2018) e Destruindo Avelãs (2018).

Já estudou diferentes vertentes das artes com Antunes Filho, Gabriel Villela, Zé Henrique de Paula, Grupo XIX de Teatro, Grupo Espanca!, Teatro da Vertigem, Cia do Latão, Grupo Tapa, Marici Salomão, Samir Yazbeck, Bete Dorgan, Frank Totino, Ednaldo Freire, Zeca Bittencourt, Dagoberto Feliz, dentre outros. Também estudou na Escola Livre de Teatro – ELT e na SP Escola de Teatro. Foi bolsista do CAT - Centro de Aperfeiçoamento Teatral, projeto da Cooperativa Paulista de Teatro coordenado por João das Neves. Estudou teatro musical na 4ACT e CEFTEM e canto com Felipe Habib, Rafael Villar, Nick Vila Maior, Rafa Miranda e Fernanda Maia, participando das montagens Avenida Q, Gota d’ água e Cabaré do Chico.

No campo audiovisual, estudou no Studio Fátima Toledo, Escola de Atores Wolf Maia e Studio Take a Take, além de cursos com os diretores Fernando Leal e Pedro Vasconcelos. Dirigiu os documentários Haroldo e Hiramisa, 10 anos e assinou roteiro, direção e interpretação do vídeo Pelo telefone e da web série Cinzas e Domingo.

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